sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Acordo ortográfico
Atenção, muita atenção:Dada a importância, (agradecemos os incentivos de alguns elementos do Brasil e PALOP, do professor Carlos Reis e da escritora Lídia Jorge...), aqui ficam algumas actualizações, perdão, digo atualizações, ao dicionário de lingua Portuguesa:
terça-feira, 28 de julho de 2009
A vida é um arco-iris

A vida é um arco-iris
Porquê ser humano?

Forma de vida inteligente
Parido do planeta Terra
Nas suas entranhas germinado
Por qual deus fecundado
Quem és tu?
Quem és tu, soberbo, vaidoso
Nos confins desta galáxia?
Quem és tu ser humano
Miserável, arrogante,
Isolado neste planeta,
Condicionado pela morte
Que nada és afinal
Na imensidão do espaço?
Porquê te julgas superior
Pobre animal racional
Que tens mente para pensar
Inteligência para raciocinar
Mas não a sabes aproveitar?
Porquê ser humano
Tanta presunção, tanto ódio, tanta ambição,
Se no Universo
Não passas de um simples grão
De matéria poeirenta?
Porquê ser humano?
Porquê?... Porquê?...
O que restou desse amor?
Foi num mês de MaioAguns anos já passaram
Que em sublimes versos
Meus poemas te cantaram
Poemas de amor ardente
Nesse Maio te dediquei
Alguns anos já passaram
Mas p’ra sempre te recordarei
Momentos inolvidáveis
Que eu jamais quero esquecer
Eu e tu, uma grande amor
P’ra recordar até morrer
Seguimos rumos diferentes
Cada qual a sua vida
O que restou desse amor?
Uma esperança perdida
Mas nesta manhã de Primavera
Entro no café despreocupado
Olho alguém lá ao fundo
Meu coração fica parado
E ao contemplar-te podes crer
Sinto o coração palpitar
A respiração fica suspensa
Fica preso o nosso olhar
Avançáste cuidadosamente
Olá, o que tens feito?
Ter-te ali na minha frente
Fico loucamente satisfeito
Falámos do tempo que passou
Das aulas de Filosofia
Onde em tempos atrás
O nosso amor então nascia
Da nossa vida presente
Pouco ou nada falámos
Teus olhos fixados nos meus
Um grande amor recordámos
É apenas uma recordação
Esse tempo já passado
Mas que em meu e teu coração
Ficará p’ra sempre marcado
Chegou a hora da despedida
Tchau, até mais ver...
Senti o meu corpo vibrar
Uma tristeza de enlouquecer
Fui à porta do café
Ver-te caminhar pela rua
E pensava para comigo:
Ela agora já não é tua
E recordo aquela frase
Que fala sobre o passado
Que um dia li num livro
Que me deixou maravilhado
“Está condenado a revivê-lo”
Dizia esse livro encantado
Aqueles que pretendem esquecer
Aquilo a que chamamos passado.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Bocage no seu melhor estilo
Conta-se que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do quintal.Chegando lá, constatou que um ladrão tentava levar os seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos,e disse-lhe: -
Oh, bucéfalo anácrono! Não te interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo...
Mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésimapotência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
Doutor, afinal levo ou deixo os patos?
Policia de costumes - Estado Novo
Sistema Judicial Português no tempo do Estado Novo... pois, porque essa coisa do pessoal andar na via pública aos beijinhos, apalpões e outros "ões" não é coisa para a moral pública. Vai daí toma lá com esta portaria para os mais atrevidos reprimirem os seus impulsos e ficarem quietinhos a namorar sossegadamente à janela da sua apaixonada, de preferência bem gradeada e com a mãe, avó, prima, vizinha, etc, etc, a vigiar o casalinho bem de perto. O António de Santa Comba era um moralista do caraças, mas à boa maneira da padralhada, isto é, faz o que eu te digo mas não olhes para o que eu faço, lá ia tendo os seus arranjinhos e os outros, a arraia-miúda ficava a chuchar no dedo. A propósito das quantias estipuladas nesta portaria, vale a pena recordar que, por exemplo, um empregado de escritório ganhava na época a módica quantia de 25 escudos de salário mensal!...quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
José Casimiro Tavares - Poeta Popular
José Casimiro Tavares
Dimensão humanista, defensor da Democracia e da Liberdade
Começou a trabalhar numa barbearia na Moita, onde estudou português, inglês, francês e russo. Era autodidacta e estudava por livros emprestados.
Passou por muitas privações; ele próprio deixou testemunho disso nos seus versos. Foi um lutador pela Liberdade e insurgiu-se contra as injustiças da ditadura, nunca se deixando vergar nem quando foi preso pela PIDE.
Na sua barbearia, ensinou a ler e a escrever dezenas de concidadãos, resgatando-os do analfabetismo. Ensinou guitarra e viola a muitos outros, compôs inúmeros poemas que, ele próprio, por vezes, musicava de ouvido, já que não sabia música, oferecendo-os a muitos cançonetistas e fadistas que, ainda hoje, orgulhosamente, os cantam.
Após o 25 de Abril, e nas primeiras eleições autárquicas, foi eleito Presidente da Junta de Freguesia da Moita, cargo que exerceu durante três anos, com a dignidade e modéstia próprias de um homem humilde, como sempre fora. Faleceu a 1 de Novembro de 1990.
A Câmara Municipal da Moita atribui a Medalha de Honra do Município, a título póstumo, a José Casimiro Tavares, pela sua dimensão humanista, como poeta e musico popular, autarca e defensor da Democracia e da Liberdade, dimensão que o tornou numa referência para o Município da Moita.
Na força do teu olhar

Teus olhos castanhos esverdeados,
Magnificos em toda a sua expressão;
Cativam, encantam, seduzem com razão,
Os poetas estão totalmente concentrados;
Enaltecem tua beleza, os teus predicados,
Quando te cantam, bate-lhes forte o coração;
Fazendo do teu olhar o mote para a canção,
Todos eles, ficam seduzidos, e encantados.
Simbolizas a mulher divina e ardente,
Qual deusa do amor sempre presente,
No imaginário dos poetas e cantores...
Por isso, formosa flor, eu quero cantar,
Essa força infinita que tansmites no olhar,
Em versos que mereçam os teus louvores!
Apollo 11 - 20 de Julho 1969
20 Julho de 1969 - a primeira missão tripulada a pousar na Lua
Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O teu encanto na perfeição
Eu por ti sou iluminado;
És a estrela mais brilhante,
Que minha vista tem alcançado.
Eu que sou um vagabundo,
Que sempre diz mal do fado;
Quando te vejo tão cintilante,
Como eu fico maravilhado.
Irradias tua luz... o teu calor,
Sorriso lindo, eterno, sedutor...
Que faz vibrar o coração!...
Por ti, a rima quero soltar!...
Em versos que possam exaltar,
O teu encanto na perfeição.
domingo, 19 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Sou Poeta Filho do Vento

Sou plantador de canções,
Meus versos quero semear
Para despertar emoções
Em mil e uma canções
Para as musas celebrar
Gosto de escrever poesia
Poemas que falem de amor
Misturados com muita magia
Bem rimados, em sintonia
Para que os saibas de cor
Sou poeta, filho do vento
Da liberdade de expressão
De expressão e pensamento
Que vibra a cada momento
Rimando o verso na perfeição
Versos meus quero espalhar
Aos quatro cantos do mundo
E quando a Primavera voltar
Voltarão de novo a entoar
Num cântico de amor profundo.
José C. Ramalho
Direitos de Autor Reservados / SPA
quarta-feira, 15 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Invasões Francesas
No seguimento do Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte para que os portos fossem fechados à Inglaterra, Portugal em face da velha Aliança inglesa não aceita as exigências napoleónicas e vê-se envolvido num conflito que vai trazer graves consequências para o país. A Raínha D.Maria I, por estar incapacitada mentalmente para governar, tem à frente do trono o filho D. João como Principe Regente, figura inapta para tão altas funções, medroso e indeciso deixa arrastar a situação e opta para fugir com a familia real para terras brasileiras deixando o país a mercê das tropas francesas que entretanto avançaram para Portugal sob o comando de Junot. Alcançam Lisboa sem qualquer resistência do exército português e agiram como um bando de maltrapilhos e mercenários, destruindo, roubando e massacrando a seu belo prazer. Uma das primeiras medidas de Junot é passar à disponibilidade as altas patentes do exército e colocar nos lugares e chefia oficiais da sua confiança. Com o país completamente à deriva e com os ingleses a actuarem como se estivessem em país conquistado, de um lado e os franceses do outro, assim se encontrava Portugal naquela situação. Chegado ao Brasil, D.João a primeira medida que toma é abrir os portos brasileiros às nações amigas, o mesmo quer dizer, à Inglaterra. A nossa economia fica completamente nas mãos dos ingleses que continuam a agir em terra queimada, o comércio maritimo de igual forma, e quase que somos reduzidos a uma simples colónia inglesa. D. João continuará por terras sul americanas durante treze anos e só vai regressar à metrópole depois de muita insistência das cortes em 1821. Após termos sofrido três invasões francesas finalmente o exército anglo-luso sob o comando de Wellington consegue pôr em fuga os franceses que deixaram um rasto de destruíção e desespero nas populações. O Brasil proclama a sua Independência no ano seguinte, 1822, sendo aclamado D.Pedro como Imperador. D. João, o sexto na ordem de sucessão vai continuar até ao fim do seus dias a viver momentos muito conturbados numa época também ela cheia de conflitos.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Aldeia Galega vs Montijo

Foto e montagem: JC Ramalho
Resenha Histórica do Concelho
A História do concelho do Montijo está intensamente ligada ao rio Tejo já que uma grande área do seu território é por ele delimitada.
As favoráveis condições naturais terão estado na origem da presença humana desde o Paleolítico; assim o comprovam testemunhos arqueológicos encontrados na região.
Na génese do concelho de Aldeia Galega está o concelho mais amplo do Ribatejo, remontando este ao séc. XII. A sua área integrava duas freguesias, Santa Maria de Sabonha e São Lourenço de Alhos Vedros, no séc. XIV elevadas a concelho. Sabonha virá, no séc. XV, a dar origem aos concelhos de Alcochete e de Aldeia Galega do Ribatejo, sendo este o único a conservar o topónimo original.
Os habitantes das localidades de Sarilhos, Lançada, Aldeia Galega, Montijo, Samouco e Alcochete dedicavam-se à pesca, à exploração de salinas e à produção de vinho. O abastecimento de vinho, sal e frutas, quer a Lisboa, quer aos navios fundeados no Tejo, estava na origem do intenso movimento de embarcações, nomeadamente, barcas e batéis A barca de Aldeia Galega destinava-se, especificamente, ao transporte de lenha.
Durante a regência de D. Pedro (1439-1446), sendo Mestre da Ordem de Santiago seu irmão, o infante D. João, foi construída uma estacada, obra de engenharia importante para a época, que impediu o assoreamento do rio, tornando mais fácil a navegação fluvial para Aldeia Galega.
O desenvolvimento da localidade justificou a atribuição de foral em 15 de Setembro de 1514 pelo rei D. Manuel I; desconhecendo-se a razão, o mesmo monarca voltou a atribuir novo foral em 17 de Janeiro de 1515, desta vez um único diploma para duas vilas: Aldeia Galega do Ribatejo e Alcochete.
Em 1533 o Correio-Mor estabeleceu em Aldeia Galega a sede principal da Posta do Sul, serviço que assegurava o transporte de correspondência. Desde então começaram a passar inúmeros viajantes, vindos de Lisboa, com destino ao Sul ou a Espanha.
Em 1574 foram redefinidos os limites dos concelhos de Aldeia Galega e de Alcochete.
Em Dezembro de 1640 o Duque de Bragança, futuro D. João IV, no caminho para Lisboa, onde viria a ser aclamado rei, pernoitou em Aldeia Galega. Outros monarcas também por aqui haveriam de passar: D. João V, D. João VI, ainda príncipe herdeiro, D. Maria II.
No decorrer do séc. XVIII assistiu-se a uma mudança gradual da economia local: a preponderância das actividades ligadas ao rio e à agricultura cedeu lugar às actividades comerciais e industriais, nomeadamente, ao comércio e transformação de gado suíno. Paralelamente fixaram-se inúmeros alentejanos em Aldeia Galega.
A importância da sua situação geográfica, como via de ligação entre Lisboa, o Sul do país e a fronteira, é evidenciada num Decreto emitido durante o reinado de D. Maria II, que definia, no contexto das necessidades de reparação das estradas do país, como prioritária a estrada de Aldeia Galega do Ribatejo ao Caia e de Lisboa ao Porto, pela sua relevância para a economia do país.
Face ao assoreamento do rio e procurando garantir o fácil movimento de pessoas, que agora a Mala Posta também assegurava, viaturas e mercadorias, em 1852 o Governo mandou construir uma ponte – cais de 315 metros de comprimento.
Na segunda metade de Oitocentos, nas férteis terras de Aldeia Galega, cresciam cereais, vinho e frutas, os pinhais abundavam e rio dava peixe, marisco e sal. A sua economia agrícola e industrial, aliada à já referida situação geográfica – ponto de escala de quem pretendia alcançar a capital do reino, vindo do Sul ou da fronteira, ou de quem de Lisboa viajava para aquelas direcções -, faziam de Aldeia Galega do Ribatejo um importante entreposto comercial.
A construção do caminho-de-ferro do Sul e Sueste, ao desviar o fluxo de passageiros e mercadorias, conduziu a uma recessão económica na localidade que foi ultrapassada com o incremento do comércio e transformação de gado suíno. No início do séc. XX e até à década de 50, assistiu-se à expansão desta actividade, assim como da indústria corticeira. Paralelamente a este apogeu económico, a vila de Montijo viu surgirem importantes infraestruturas e equipamentos: a praça de touros, o mercado municipal, o cinema-teatro, a cadeia comarcã, o palácio da justiça, a reformulação do parque municipal Carlos Loureiro.
Em 6 de Julho de 1930, pelo Decreto nº 18434, a vila e o concelho de Aldeia Galega do Ribatejo passaram a denominar-se Montijo. À época era constituído por três freguesias: Montijo, Sarilhos Grandes e Canha. Em 1957 foi criada, pelo Decreto-Lei nº 41320, de 14 de Outubro, a freguesia de Santo Isidro de Pegões.
Em 14 de Agosto de 1985, com a Lei nº 32, a vila de Montijo foi elevada à categoria de cidade. Nesse mesmo ano foram criadas as freguesias de Atalaia, Pegões e Alto Estanqueiro-Jardia. Em 1989 a Lei nº 34, de 24 de Agosto, publica a criação da freguesia de Afonsoeiro.
informação... C.M.Montijo
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Um tirano arvorado em Imperador

Um tirano arvorado em Imperador,
A Europa num palco de guerra transformou;
Bandos de abutres, nefandos, comandou,
Saqueando, roubando, matando sem pudor.
Dos franceses foi chamado Imperador,
Este corso que em Notre Dame se coroou;
O cheiro da morte à sua volta espalhou,
Execrável criatura, miserável no horror.
Como todos os ditadores, ao chegar a hora,
Foi despojado dos louros que outrora,
Ostentou com vil e desmedida ambição.
Pelos exércitos Aliados ... preso e exilado,
P´rá ilha de Santa Helena foi desterrado,
Aí se finando, o insanável Napoleão.
José C. Ramalho
/ Direitos de Autor Reservados / SPA
Beja - A velha Pax - Júlia
sábado, 4 de julho de 2009
Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Eleições no S. L. Benfica
A esta hora decorrem ainda as eleições para os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica. Muito se tem escrito e falado acerca deste acto eleitoral, num autêntico lavar de roupa suja por parte de alguns, ditos "notáveis", do universo benfiquista. O que salta á primeira vista é que o lugar de presidente da instituíção é por de mais apetecível, visto que, sendo um clube com milhões de adeptos por esse mundo fora dá uma visibilidade que não é fácil de igualar. O futebol em si, nos dias que correm é uma indústria que movimenta largos milhões e os interesses a ele ligados são por vezes obscuros e insondáveis. As motivações que levaram, por exemplo, o candidato da lista B nestas eleições a interpôr em tribunal uma providência cautelar para impedir que Luis Filipe Vieira fosse a votos, não recebeu por parte do juiz que analisou o caso uma resposta favorável, visto que, o magistrado nada de anormal vislumbrou na candidatura da lista A. Sabe-se que um clube com a grandeza do S. L. Benfica, alimenta o ego dos seus apaniguados com títulos, coisa que nos últimos anos tem andado arredada dos lados da Luz, e, esta direcção, embora com a mudança frequente de técnicos e jogadores não tem conseguido subir ao pódio no final do campeonato. Contudo, há que recordar a coragem com que LFV tomou conta do clube numa época conturbada após o afastamente de Vale e Azevedo, esse sim, que deixou o clube sem crédito e apinhado de dividas até à medula. Recuperou a imagem de credibilidade que o Benfica sempre teve como clube de grande dimensão internacional que continua a ser e ainda tem de lutar diáriamente com uma oposição que tudo critica sem olhar a meios para atingir os fins. Esta candidatura de Bruno Carvalho parece algo de esquisito que paira no ar, sabe-se lá com que mãozinhas ocultas a manejarem nos bastidores... E já agora, convém recordar que na época de 2008-09, embora o Benfica nem sempre tenha conseguido realizar exibições de encher o olho aos seus adeptos, há também a certeza que em momentos cruciais do campeonato foi expoliado da verdade desportiva por algumas arbitragens vergonhosas que tudo fizeram para levar novamente o FCP ao título. É que o "papa" continua a manobrar no escuro de forma impune, e, enquanto subsistirem este tipo de situações não há direcção que resista á mafiosidade que se instalou no futebol português. Enquanto não houver coragem de julgar e pôr na prisão os corruptores e os corruptos, sem olhar a nomes nem filiações partidárias muito mal vai o mundo do futebol cá do burgo. É bom recordar aqui a mensagem que o poeta Manuel Alegre, na qualidade de sócio do Benfica deixou na hora em que exerceceu o seu direito de voto:Manuel Alegre comentou, à saída do Estádio da Luz, a decisão do Tribunal Cível de Lisboa que declarou esta sexta-feira não existir qualquer decisão sobre o objecto da providência cautelar interposta por Bruno Carvalho, permitindo a realização de eleições no Benfica com duas listas. Além disso, manifestou-se crente que o Benfica encontrará as vitórias desportivas que lhe têm fugido.
"Só veio confirmar a legalidade de todo este processo. Caso contrário não estaria aqui. Não havia qualquer dúvida sobre a legalidade das eleições", disse o político e escritor.
Relativamente ao apoio a Vieira referiu: "O Benfica já recuperou a sua estabilidade e a credibilidade. Agora faltam as vitórias desportivas e sobretudo as do futebol. Não podemos viver apenas do passado”.
Manuel Pinho quis tourada

Sobre as minas de Aljustrel;
Manuel Pinho quis tourada,
Como se estivesse num redondel.
Mas estava no Parlamento,
Este ministro da Economia;
Triste figura de jumento,
E logo Sócrates o demitia.
Bernardino que é deputado
Na bancada comunista;
Como cornudo foi visado,
De uma forma bem simplista.
O gesto é tudo, concerteza,
Mas chamar ao outro chifrudo;
Bem á moda portuguesa,
Viu Braga por um canudo.
É este o estado da nação,
No Parlamento peixeirada;
Um ministro chama cabrão?...
- Mas que grande caldeirada!...
Estamos quase em eleições,
Óh Zé, em quem vais votar?
Olha bem para estes foliões,
Manda-os mas é trabalhar!
José C. Ramalho
03.07.2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
Balada da Neve - Augusto Gil

como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ao correr as ruas da velha cidade
Foto JC Ramalho
Ao correr as ruas da velha cidade,
Onde nasci, deu os primeiros passos, cresci;
Os meus tempos de infância revivi,
Absorvido numa profunda saudade.
Recordei momentos de felicidade,
Felicidade que com o tempo perdi;
Mas o tempo que passou não esqueci,
Nem jamais esquecerei essa idade.
Mais tarde, surgiram grandes contradições,
Contrariando mil e uma ilusões,
Que em criança tinha alimentado.
Porque então, tudo era um mar de rosas,
Mas as rosas tornaram-se espinhosas,
E de espinhos é composto meu fado.
Rio Degebe ao entardecer
Foto JC Ramalho
Deslizando lentamente
Na planicie alentejana
O Degebe suavemente
Vai abraçar o Guadiana








