sábado, 15 de maio de 2010

Empapados

Empapados

Esta semana foi um concentrado saturado de Fátima, Futebol e Fado, esse fadinho mole e miserabilista que vende atraso e penúria como inevitabilidades.

Por: Joana Amaral Dias, Docente Universitária

O papa citou o cardeal Cerejeira, homenageando a ditadura de Salazar. O Estado surgiu curvado em vassalagem e oportunismo. A comunicação social rejubilou incessantemente com detalhes patéticos. Meio país entreteve-se com a bola, a festa que foi e o mundial que virá. O governo, engajado com o PSD e Bruxelas mais feudal que federalista, optou por castigar quem ganha 5 e poupar quem leva 5000, garantindo que não há alternativa.
No centenário da República, quase quatro décadas após o 25 de Abril, eis Portugal dirigido por gente sem rasgo ou coragem, a insistir na pá que nos cava o túmulo e que já perdeu a vergonha ou até o medo do ridículo. Sócrates diz que a nossa economia está bem, mas como os outros estão a controlar o défice, temos de fazer o mesmo. Passos Coelho pede desculpas pelas medidas que defende. Tudo isto seria hilariante não fosse o aumento de impostos praticamente igual para todos, o aumento geral do IVA ou os cortes do défice sempre à custa dos salários e nunca dos lucros, levar quem apertou o cinto tantos anos, a ter de agora apertar a garganta. Assim, não é cómico. É uma tragédia. Provavelmente, grega.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Não divulgar é cumplicidade!

É preciso que se saiba que:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,mas os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

domingo, 9 de maio de 2010

Benfica Campeão Nacional 2009-2010

“O Benfica foi um justo vencedor. Fomos os melhores dentro das quatro linhas”
Jorge Jesus, Treinador do Benfica

sexta-feira, 7 de maio de 2010

castelo de Portel

Nossa Senhora de Fátima produzida pela Atlantis

A Atlantis produziu esta imagem de Nossa Senhora de Fátima, um tanto ou quanto fálica. Estamos já a imaginar as freiras em permanente oração e penitência perante tão sugestiva santa.
Bento XVI vai ficar impotente para travar as suas desbravadas irmãzinhas fogosas e prontas a descarregar a libido. Está em perspectiva um grande bacanal nos conventos nacionais… aguardem pelo desenrolar dos acontecimentos…

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Jota Cristo...

Praça Vermelha

Caças russos sobrevoam a Praça Vermelha, durante os treinos para o desfile do Dia da Vitória, em Moscovo. »[The Washington Post]

Leiloado terça-feira à noite em Nova Iorque

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol.
Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.

Quadro de Picasso leiloado por 81 milhões de euros

Uma tela de Pablo Picasso, "Desnudo, hojas verdes y busto" (1932), leiloado na famosa casa Christie's na terça-feira à noite, em Nova Iorque, atingiu um valor recorde ao ser resgatada por 106, 4 milhões de dólares o que representa cerca de 81, 2 milhões de euros.
Com este resultado, Picasso ultrapassou Alberto Giacometti, com a escultura 'El hombre que camina I' (1961), vendida pela Sotheby´s em fevereiro passado, em Londres, por 104,3 milhões de dólares (74,3 milhões de euros).

E a vida continua...

A apresentadora de um programa feminino de variedades pergunta à D. Irene, uma jovem senhora:
- A senhora pode contar aos nossos telespectadores quais são as atividades de uma típica dona de casa deste bairro?
- Ah, sim... de manhã, levo os meninos ao colégio. Depois, na volta do colégio, tenho três horas de atividades sexuais...
Então, meu marido e filhos chegam pro almoço, almoçam, ele volta pro trabalho e as crianças vão fazer os deveres...
Aí, tenho mais algumas horas de atividades sexuais até à noite, quando jantamos e vamos todos pra cama!
- Minha nossa! Desculpe, mas a senhora pode nos explicar em que consistem essas atividades sexuais?
- Ah, lógico, explico sim! Atividades sexuais é fazer tudo o que é foda: varrer, passar pano no chão, lavar a roupa, arear as panelas, lavar o cachorro, arrumar camas, costurar, passar roupas, limpar os vidros...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Caçadores e mentirosos


Dizia um caçador lisboeta numa tasca alentejana depois de um dia de caça:
- Hoje cacei 100 coelhos, 200 perdizes e 300 tordos.
Diz-lhe um alentejano:
- Atão você é tal e qual coma mim.
- Ah! Então o senhor também é caçador?
- Nã senhori, sou munta mentiroso!

Cultura geral

Um alentejano apanha um comboio para ir ao Porto e senta-se ao lado de um senhor muito bem vestido. O alentejano começa a olhar e pergunta:
- Por acaso vocemecê nunca apareceu na televisão?
Ao que o Sr. responde: - Sim, eu costumo ir a muitos concursos de cultura geral e por isso o Sr. deve-me conhecer daí. Como a viagem vai ser longa, você por acaso não quer fazer um jogo comigo?
- Pode seri. Respondeu o alentejano.
- Então fazemos assim: como eu tenho mais cultura que o Sr., você faz-me uma pergunta sobre um assunto qualquer e se eu não souber responder, dou-lhe 50 euros. A seguir faço-lhe eu uma pergunta e se não souber a resposta, dá-me só 5. Concorda?
- Vamos lá a isso. Respondeu o alentejano confiante.
- Então eu faço-lhe a primeira pergunta. Diga-me o nome da pessoa que escreveu “Os Lusíadas”, aquele poeta só com um olho, que dignificou Portugal?
O alentejano começa a pensar e passados alguns instantes diz:
- Nã sei. Ê nã sei leri.
- A resposta era Luís de Camões. Dê-me 5 euros e faça-me uma pergunta qualquer.
- Tome lá.
Bem, qual é o animali que se o encostar a um chaparro sobe-o com quatro patas e desce-o com cinco patas?
– Bem, essa nem eu sei. Boa pergunta. Respondeu o homem muito admirado.
- Então passe para cá os 50 euros.
- Tome. Mas agora diga-me, que animal é esse?
- Tamém nã sei. Tome lá 5 euros.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Revolução de Abril (2)

O percurso da vitória dos capitães de Abril
por FERNANDO MADAÍL25 Abril 2009

O coronel Maia Loureiro, que era então alferes miliciano, integrou a coluna de Salgueiro Maia que esteve nos dois momentos em que tudo se decidiu: quando as forças fiéis ao regime não dispararam (Terreiro do Paço) e quando Marcelo se rendeu (Carmo).
Às nove da manhã, na Ribeira das Naus, o capitão Salgueiro Maia trincou o lábio - para não chorar; o alferes miliciano Maia Loureiro fez um gesto instintivo - o "V", com os dedos indicador e médio, que se tornaria um ícone da revolução. O alferes de óculos escuros Ray Ban, então com 27 anos de idade mas já uma comissão de serviço em Moçambique, tinha entrado em Lisboa no primeiro dos dez carros de combate da coluna da Escola Prática de Cavalaria (EPC), logo atrás do jipe onde seguia o mais famoso dos capitães desse dia 25 de Abril.
Naquela madrugada "onde emergimos da noite e do silêncio", como a definiria a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, o militar de óculos escuros já tinha respondido do alto da torre da EBR/Panhard, com um sorriso mal disfarçado, à continência que lhe fizera o chefe da Polícia de Choque, perfilada na Avenida Fontes Pereira de Melo, antes de ligarem as sirenes com que atravessariam as principais artérias da capital.
No Terreiro do Paço, local simbólico do poder e destino da missão da EPC no âmbito da operação Fim do Regime, tinha acompanhado Salgueiro Maia quando o oficial, lenço branco na mão e prudente granada no bolso, foi parlamentar com o brigadeiro Junqueira Reis, que comandava uma força com quatro carros de combate do Regimento de Cavalaria 7, fiel ao regime fascista, e que o oficial superior dividira entre a Rua Ribeira das Naus e a Rua do Arsenal, que desembocam no Terreiro do Paço.
Sabe-se que estava previsto prender os comandantes do Regimento de Cavalaria 7 (e também de Lanceiros 2) à saída das suas casas, mas os grupos de comandos terão falhado os golpes de mão - e estes blindados, mais poderosos que os da EPC, deviam estar ao serviço do Movimento das Forças Armadas (MFA), prevendo-se que seriam estacionados na zona do Estádio Nacional. Não foi isso o que sucedeu e, naqueles longos minutos, entre ordens de Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia e da recusa dos seus homens em atirar contra os camaradas de armas, decidiu-se o futuro do País.
E seria no momento que a fotografia de Eduardo Gageiro imortalizou que o hoje coronel Maia Loureiro se convenceu que o 25 de Abril tinha triunfado: o major Pato Anselmo, botas de cavalaria mas camisola civil, que já tinha sido abordado, numa primeira tentativa de negociação, pelo miliciano que usava uns óculos Ray Ban que o acompanhavam desde Marara (Tete - Moçambique), rendera-se; as torres de dois dos poderosos carros de combate M/47 tinham sido rodadas 180 graus; e os adversários, como sucederia ao longo da jornada, aderiram ao MFA. "Tive a noção que tínhamos vencido. Aquele gesto saiu-me. Não pensei no Churchill nem em nada. Foi espontâneo."
Há outras imagens, ainda no decisivo Terreiro do Paço - de onde fugiriam, por um buraco na parede das traseiras, os ministros da Guerra e do Exército (curiosamente, Maia Loureiro tinha sido colega do filho do ministro Luz Cunha no Liceu Camões), e que chegou a ser um alvo potencial da fragata F-743 -, onde o alferes do "V" surge em destaque.
Ainda tem o capacete quando aparece junto de um agente da PSP, a quem Salgueiro Maia ordenara que descongestionasse o trânsito na zona. Ou quando aparecem os dois motocicletas da polícia à frente de uma viatura com agentes de capacete, Mauser e baioneta calada que, ao verem o cano de um carro de combate apontado, saltaram cada qual para seu lado, de tal forma que largavam o equipamento num jeito que, como definiu Salgueiro Maia e concorda o seu companheiro de revolução, "parecia uma cena de um filme do Charlot".
Entretanto, conhecida a inesperada ida de Marcelo Caetano para o quartel da GNR no Carmo (o que estava previsto, em caso de golpe, seria evacuar o chefe do Governo para Monsanto), a acção confiada à EPC passou a ser cercar o ainda primeiro-ministro.
Nessa altura, lembra Maia Loureiro, que tinha uma posição privilegiada naquele périplo militar, sucedeu aquilo que os historiadores podem rotular de decisiva mudança: a adesão dos lisboetas transformava o golpe de Estado militar numa revolução popular.
Na Rua Augusta, o sobrinho-neto e afilhado de um outro Maia Loureiro - que tinha sido fotografado a entrar em Lisboa, no golpe do 28 de Maio de 1926, de espada em riste e montando um cavalo ao lado de Gomes da Costa - via o delírio da multidão ao perceber que o regime instaurado pelo seu antepassado iria acabar. "Gente de todas as idades e feitios, dos engravatadinhos aos que usavam calças à boca de sino (então na moda), todos a saltar para cima dos carros de combate e a vitoriar os militares."
No Rossio - onde surgiram os primeiros cravos, mostrando que "uma arma de guerra podia transformar-se num símbolo de paz", como recorda o militar cujas primeiras inquietações políticas tinham surgido no ano lectivo de 1965/66, quando frequentou Medicina -, a unidade do Regimento de Infantaria 1, que ali estava para lhes impedir a passagem, também se passava para o lado do MFA.
Entre um mar de risos e abraços, subiram a Rua do Carmo. Na estreitíssima Calçada do Sacramento, também cheia de gente a complicar a marcha dos blindados, onde nem faltavam peças de museu como os velhinhos Fox (que teve um furo na portagem da auto-estrada) e Humber (carro para o qual já não havia munições e a que amarraram uma HK21), talvez Maia Loureiro tenha recordado os meses anteriores, desde que regressara, em Outubro, de Moçambique, onde estivera, entre 1971 e 1973, a garantir a protecção às cargas críticas para a construção da barragem de Cabora Bassa: das conversas mais genéricas com Salgueiro Maia e outros camaradas até ao dia em que o capitão Correia Bernardo o chamou a ele e ao alferes Clímaco Pereira à biblioteca e os aliciou a integrarem o MFA.
A sua EBR estacionou no cruzamento entre a Rua Serpa Pinto e a Rua Garrett, em pleno Chiado, para garantir a protecção daquela entrada para o largo central das operações - e o vizinho Hotel Borges servia de casa de banho àqueles soldados, bem pouco cheirosos após tanta hora em acção.
Entretanto, Salgueiro Maia chamava o alferes para o palco definitivo da queda do fascismo, onde os vizinhos da GNR sugeriam telhados ou varandas para os atiradores, havia pessoas do chão até às janelas, as velhotas davam comida aos jovens fardados - "um presunto, decerto desviado por populares de alguma mercearia da zona, passava de mão em mão".
Já de boina no lugar do capacete com que surgira no Terreiro do Paço, o alferes miliciano viveu alguns dos momentos que se fixaram para sempre na sua memória e na História de Portugal. E quando, pelas 17 horas, Salgueiro Maia pediu ao conhecido oposicionista Francisco Sousa Tavares (futuro deputado do PS e ministro num governo do PSD) para ajudar a afastar a população, o ombro do alferes miliciano serviu-lhe de degrau para subir a uma das guaritas da GNR e, megafone em punho, sugerir à multidão que fosse festejar a liberdade para o Terreiro do Paço - mas ninguém queria arredar pé dali. De tal forma, recorda Maia Loureiro, que, uma hora depois, ele próprio seria arrastado para debaixo do automóvel onde chegava o general Spínola e ao qual estava a tentar escoltar.
Na porta de entrada da instituição cujo distintivo, curiosamente, Maia Loureiro passaria a trazer na farda a partir de 1993 (quando a Guarda Fiscal, para onde entrara logo em 1975, foi integrada na GNR), é um dos oficiais que surgem em cima da Chaimite, quando a Bula avançou à ré até metade da entrada para retirar os políticos que se tinham rendido - mal viu Marcelo e os outros a entrarem, mas recorda-se bem dos murros que os populares davam no blindado, enquanto gritavam "assassino".
E que é feito daqueles óculos Ray Ban, modelo de aviador, tão na moda em 1974? "Só os perdi quando [já coronel da então Guarda Fiscal] embarquei na primeira lancha de vigilância e intervenção, lançada à água no ano 2000. Ao virar-me de repente, quando íamos a uns 50 nós [quase 100 quilómetros por hora], os óculos caíram ao mar." Resta a foto de Eduardo Gageiro.

A revolução de Abril

Revolução inicia redefinição da ordem internacional
Passaram 35 anos, 420 meses, 1826 semanas, 12784 dias ou 306 816 horas. Este é o tempo de liberdade que Portugal já viveu desde a Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974. Não demoraria 20 anos para mudar o mundo.

Independentemente da carência de direitos, da perseguição política, da PIDE, da censura e da pobreza e analfabetismo em que os portugueses viviam, papel fundamental para a Revolução de Abril teve, sobretudo, a necessidade de independência dos Estados africanos, ex-colónias portuguesas e a guerra colonial que durou 13 anos em 40 de ditadura.
O fim do regime imposto por António de Oliveira Salazar, em Portugal, aconteceu num contexto de redefinição da ordem internacional, constituindo um elemento identificador do fim do sistema dos dois grandes blocos.
Vivia-se num mundo dividido entre a União Soviética e os Estados Unidos, ou seja, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) face ao Pacto de Varsóvia. Essa divisão não durou mais duas décadas. A 31 de Março de 1991, foi extinto o Pacto de Varsóvia.

in... Diário de Noticias

domingo, 25 de abril de 2010

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Queiróz, o "Ridículo"

Sua Eminência parda, D.Bimbo I

Eu sou o rei da corrupção,
Um mafioso sem ter rival;
Agora investi na religião,
(Olhem bem para esta confusão),
Sou um líder espiritual.

Vou pregar uma cruzada,
Contra os mouros de Lisboa;
A bula está preparada,
É só reunir a cambada,
E vamos todos de canoa.

Onde estão os meus dragões,
A minha guarda pretoriana?
Já que não somos campeões,
Vamos atacar os lampiões,
À pedrada e à catana.

Eu sou mesmo um arruaceiro,
Ninguém me pode superar;
Meu nome, Bimbo Primeiro,
Embora um pouco foleiro,
Mas vou ter de o gramar.

Para o ano ganhamos tudo,
O Vieirinha está tramado;
Sou mesmo um gajo sortudo,
Um Padrinho bem raçudo,
Pelos árbitros venerado.

José C. Ramalho -Direitos de Autor Reservados

Mértola

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Primavera em flor

Sabes do Celso ?...

(VERÍDICO E EXCELENTE!)
- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um doente internado. Queria saber se a pessoa está melhor ou se piorou...
- Qual é o nome do doente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momentinho, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem...
- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes... O que deseja?
- Gostaria de saber a condição clínica do doente Celso do quarto 302, por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de plantão.
- Aqui é o Dr. Carlos. Em que posso ajudar?
- Olá, doutor. Precisava que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
- Só um momento que eu vou consultar a ficha do doente... Hummm! Aqui está: alimentou-se bem hoje, a pressão arterial e o pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado da monitorização cardíaca amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará a alta em três dias.
- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!
- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
- Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302!
É que toda a gente entra e sai desta merda deste quarto e ninguém me diz pôrra nenhuma.
Eu só queria saber como estou.....

O Magalhães nas mãos do Zé

-Tou??? Mariano Gago? É o Zé Sócrates. Oh, pá, ajuda-me aqui, porque o meu curso de informática foi tirado na Independente e o professor faltava muito. Estou a experimentar um destes novos computadores dos putos o Magalhães, mas não consigo entrar na Internet! Estará fechada?
- Desculpa?....
- Aquilo fecha a que horas?
- Zé, meteste a Password?
- Sim! Quer dizer, copiei a da Maria de Lurdes.
- E não entra?
- Não, pá!
- Hmmm....deixa-me ver... qual é a Password dela?
- Cinco estrelinhas...
- Oh, Zé!....Bom, deixa lá agora isso, depois eu explico-te. E o resto, funciona?
- Também não consigo imprimir, pá! O computador diz: 'Cannot find printer'! Não percebo, pá, já levantei a impressora, pu-la mesmo em frente ao Monitor e o gajo sempre com a porra da mensagem, que não consegue encontrá-la, pá!
- Vamos tentar isto: desliga e torna a ligar e dá novamente ordem de impressão.
Sócrates desliga o telefone. Passados alguns minutos torna a ligar.
- Mariano, já posso dar a ordem de impressão?
- Olha lá, porque é que desligaste o telefone?
- Eh, pá! Foste tu que disseste, estás doido ou quê?
- Dá lá a ordem de impressão, a ver se desta vez resulta.
- Dou a ordem por escrito? É um despacho normal?
- Oh, Zé... Foooooodasss... Eh, pá! esquece.... Vamos fazer assim: clica no 'Start' e depois...
- Mais devagar, mais devagar, pá! Não sou o Bill Gates...
- Se calhar o melhor ainda é eu passar por aí... Olha lá, e já tentaste enviar um mail?
- Eu bem queria, pá! Mas tens de me ensinar a fazer aquele circulozinho em volta do 'a'.
- O circulozinho...pois.... Bom... vamos voltar a tentar aquilo da impressora. Faz assim: começas por fechar todas as janelas, Ok?
- Espera aí...
- Zé?...estás aí?
- Pronto, já fechei as janelas. Queres que corra os cortinados também?
- Fooodasss Zé.... Senta-te, OK? Estás a ver aquela cruzinha em cima, no lado direito?
- Não tenho cá cruzes no Gabinete, pá!...
- óóóóóóóóóóóóólha para a porra do monitor e vê se me consegues ao menos dizer isto: o que é que diz na parte debaixo do écran?
- Samsung.
- Eh, pá! Vai pró....ca
- Mariano?... Mariano?... 'Tá lá?... poooorrrrraaaa o que é que lhe deu?... Desligou....

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Louçã irrita Sócrates!...





Louçã de manso chamou,
Ao Sócrates no parlamento;
Parece que o dito não gostou,
E reagiu logo no momento.

Retorquiu cheio de ironia,
Respondendo ao deputado:
- “Manso, manso é a tua tia”,
Fecha a boca e está calado…

Políticos da nossa praça,
Vocês podem ter a certeza;
São uns actores sem graça,
Nem sequer mostram raça,
P´rá revista à portuguesa.

José C. Ramalho - Direitos Reservados Autor de SPA /

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Denúncia contra a pedófilia

Em Abril se fez a canção

Em Abril se fez a canção,
E se cantou a liberdade;
E recordo no coração,
Revivendo com emoção,
Essas horas com saudade.

E os poetas entoaram,
Livremente suas canções;
E os presos abandonaram,
As celas onde penaram,
Viram-se livres das prisões.

Cantou o povo livremente,
Mostrando a sua alegria;
Porque agora finalmente,
A sua vontade era urgente,
De viver em democracia.

A liberdade conquistada,
Nunca mais será perdida;
Nem a palavra censurada,
Nem a voz será calada,
Liberdade para toda a vida.

De mordaças já chegaram,
Tantos anos de ditadura;
Essas bestas que governaram,
E o país amordaçaram,
Em meio século de tortura.

José C. Ramalho – Direitos de Autor Reservados / SPA

Uma gaivota voava

terça-feira, 13 de abril de 2010

Benfica - 2 Sporting - 0

Teu corpo é um poema inacabado

O carteiro

O carteiro que roubava os cheques das reformas aos velhos pensionistas, morre e vai para o inferno. Lá encontra o Diabo que lhe diz:
- Como castigo pelos teus pecados em vida, vais ficar uma eternidade dentro de um imenso tanque cheio de m**** e atolado até ao queixo.
Ele olha para o lado e vê a Manela Ferreira Leite dentro do mesmo tanque com a m**** só pela cintura.
O carteiro irritado, chama o demónio e reclama:
- Desculpa lá!! Assim não dá!! Tem dó, eu não roubei tanto assim! Só roubei o dinheiro dos reformados de Vila Nova de Gaia, mas nunca ninguém conseguiu provar nada contra mim e estou aqui quase afogado em m****, enquanto a Manela que roubou a reforma a tantos funcionários públicos e pensionistas, está atolada em m**** só até à cintura?
O diabo, muito zangado, olha para a Manela e grita:
- Manela! Sai já de cima da cabeça do Sócrates!!!!!